Processo
de Purificação
Por ser de tamanha importância a utilização de
água tratada, é que nossa empresa se especializou na tecnologia necessária para cada
caso de purificação. Veja aqui as principais técnicas conhecidas que são utilizadas
conforme a necessidade de cada situação.
A filtração é uma operação da separação de matéria em suspensão existente na
água, a qual se processa quando esta é passada através de um meio poroso, podendo ser
filtros de Polipropileno, de areia, de antracito, de terra diatomácea ou outro tipo de
material que permita a retenção de partículas.
A técnica de filtração tem evoluído constantemente, com o objetivo de aumentar a
eficiência quantitativa e qualitativa dos filtros, através de modificações da sua
constituição e operação, de modo a reduzir custos e otimizar processos.
A produção e a preparação dos materiais constituintes de um filtro, exigem
conhecimento das técnicas de seleção da granulometria, espessura e proporções
convenientes que devem ser adotadas nos meios filtrantes, proporcionando a eficiência
desejada.
Essas técnicas são aplicadas através de determinações experimentais realizadas com
modelos reduzidos de filtros, permitindo a verificação da eficiência e de parâmetros
de projeto dessas unidades.
Os sistemas de filtração hoje disponíveis, podem ser classificados da seguinte forma:
- Tipo de material do meio filtrante
- Areia
- Antracito
- Carvão e Areia
- Carvão, Areia e Granada
- Diatomácia
- Disposição do material do meio filtrante
- Camadas superiores de areia com diferente
granulometria
- Camadas superpostas de areia e carvão
- Camadas de areia, carvão e granada misturados
- Sentido de escoamento da água
- Escoamento descendente (down-flow)
- Escoamento ascendente (up-flow)
Esquema de filtração multi meios
O abrandamento de água consiste na remoção total ou parcial de Ca (Cálcio) e Mg
(Magnésio) nela presente, quase sempre na forma de carbonatos, bicarbonatos, sulfatos e
cloretos.
Estes sais são indispensáveis em vários processos industriais e também no bom
funcionamento dos equipamentos de osmose reversa, podendo causar incrustações nas
membranas do equipamento.
As águas destinadas à produção de vapor devem ter os valores de Ca e Mg muito reduzido
ou mesmo a zero, dado ao perigo que os sais desses metais representam quando introduzidos
em uma caldeira, tais como incrustações com conseqüente ruptura de tubos ou
restrições de seus diâmetros.
A técnica mais aprimorada atualmente para abrandar águas é o emprego de resinas
trocadoras de cátions, especificamente as que trocam Na (Sódio) por Ca e Mg.
A troca de íons entre certos minerais é um fenômeno que se verifica constantemente na
natureza. Sua utilização pelo homem para purificar a água salobra é datada de muito
tempo.
Por volta de 1850, dois químicos ingleses e agricultores, Harris S.Thompson e John T.Way,
observaram no solo uma troca de cátions entre amônio e cálcio.
Nesta época, foram encontrados diversos materiais com propriedades de trocar cátions.
Esse minerais eram conhecidos como zeolitas.
Cristais de Zeolitas ao microscópio eletrônico
Em 1936, outros dois químicos ingleses, Adams e Hohms, sintetizaram em laboratório a
primeira resina trocadora de íons orgânica e resistente à ácidos.
O abrandamento de água por troca de íons é relativamente simples e altamente efetivo.
Este processo consiste em passar a água a ser abrandada por um leito de resina catiônica
na forma sódica. Dessa forma, o Cálcio e o Magnésio ficam aderidos a resina.
No lugar desses íons o processo consiste em passar a água e liberar o Sódio, que por
sua vez, não oferece riscos quando presente na água.
Por meio desse tipo de abrandamento, outros íons como o Fe (ferro), Mn (manganês) e Al
(alumínio), na forma de sais solúveis também são removidos, a exemplo do que ocorre
com o Ca (cálcio) e Mg (magnésio).
Estrutura das resinas sintéticas
Durante o processo de abrandamento, certamente a resina ficará saturada com os íons de
Ca (cálcio) e Mg (magnésio). Nesse momento é necessário regenerar esta resina com
cloreto de sódio, o NaCl.
Como essa substância possui elevada quantidade de Na (sódio), estes íons substituirão
novamente o Ca (cálcio) e Mg (magnésio) removido pela resina, por íons de Na (sódio),
e a resina estará novamente pronta para ser usada.
Confira aqui as reações químicas dos processos de tratamento e a regeneração da
resina catiônica utilizada no abrandamento.
No tratamento da água:
CaCO3 + 2RNa Na2CO3 + R2Ca
Onde temos:
| 2RNa = |
R - Base sintética da resina |
|
Na - Sódio que efetua a troca
|
| CaCO3 = |
Carbonato de Cálcio encontrado
na água
|
| Na2CO3 = |
Carbonato de Sódio, formado na
troca iônica.
|
| R2Ca = |
R - Base sintética da resina |
|
Ca - Cálcio retirado da água,
agora aderido a resina
|
No processo de regeneração:
R2Ca + 2NaCl 2RNa + CaCl2
Onde temos:
| R2Ca = |
R - Base sintética da resina |
|
Ca - Cálcio retirado da água,
agora aderido a resina
|
| 2NaCl
= |
Cloreto de Sódio (salmoura),
usado na regeneração para carregar a resina novamente com sódio
|
| 2RNa = |
R - Base sintética da resina |
|
Na - Sódio que efetua a troca
|
| CaCl2 = |
Cálcio retirado da resina na
forma de cloreto |
As águas municipais estão carregadas de compostos orgânicos que lhe conferem odor e
sabor e ainda possuem uma alta quantidade de cloro, normalmente aplicada pela empresa
responsável pelo tratamento desta água, com intuito de garantir a inexistência de
microorganismos. Esses materiais indesejáveis, tanto para área industrial, como para a
área hospitalar e farmacêutica, podem ser removidos facilmente, através da técnica de
filtração por carvão ativado.
A filtração através de carvão ativado é de fundamental importância principalmente
nos setores hospitalares e nas clínicas de hemodiálise. Isso se deve à etapa de
filtração que é responsável em retirar da água as substâncias conhecidas como cloro
livre e cloro residual, este último conhecido como cloraminas.
Além disso, alguns estudos comprovam que o carvão ativado ainda é eficiente na
remoção de toxinas, liberadas pelas cianobactérias.
Partícula de carvão
O carvão ativado betuminoso é encontrado em fontes naturais, em minas de exploração na
forma mineral e logo desativado, ou seja, ainda sem o poder de absorção requerido para o
trabalho de filtração.
Através de milhões de anos, os restos de animais e vegetais se transformaram em
depósitos de matéria orgânica, na forma de minério, conhecido carvão mineral. Como o
carvão tem uma alta superfície de contato, durante esse processo de envelhecimento ele
absorve do solo gases e compostos orgânicos em seus poros. Este carvão é extraído do
subterrâneo e sofre um processo industrial, através de aquecimento e lavagem com gases
oxidantes. À medida que os compostos de dentro do carvão vão sendo liberados, eles vão
oxidando e capacitando o carvão a absorver novamente compostos orgânicos e gases
dissolvidos na água, permanecendo ativado.
Os filtros de carvão ativado são dimensionados para a área hospitalar e para clínicas
de hemodiálise, respeitando critérios mundiais de velocidade do fluxo de água e tempo
mínimo de contato com o leito de carvão, assegurando a remoção dos compostos
orgânicos e do cloro existente na água.
Além disso, a qualidade do carvão ativado é fundamental nesse trabalho, pois é
necessário que o carvão tenha um coeficiente de uniformidade correto, alta resistência
ao atrito, granulometria uniforme e o mais importante, um índice de iodo que garanta a
reatividade deste carvão com as substâncias presentes na água.
O fenômeno de osmose tem importância fundamental na natureza, já que o transporte
seletivo através de membranas é essencial à vida e foi descrito pela primeira vez há
mais de duzentos anos. A osmose natural, vital para os sistemas biológicos, envolve a
ação da água quando duas soluções de concentrações diferentes são separadas por
uma membrana semipermeável. A água pura fluirá, através da membrana, da solução
menos concentrada em direção a mais concentrada, até que as duas soluções atinjam o
equilíbrio. O fluxo se processa porque a solução menos concentrada encontra-se em um
estado de energia maior.
Nesse ponto, o nível da coluna de solução do lado mais concentrado estará acima do
correspondente à coluna ao lado da solução mais diluída. À esta diferença entre
colunas de solução denominou-se pressão osmótica.
A Osmose Reversa é obtida através da aplicação mecânica de uma pressão superior à
pressão osmótica do lado da solução mais concentrada.
Assim, pelo processo então denominado de Osmose Reversa, a água pura pode ser retirada
de uma solução salina por meio de uma membrana semipermeável, contando que a solução
em questão se encontre a uma pressão superior à pressão osmótica relativa a sua
concentração salina.
Na prática, isso é obtido pressionando-se a solução por meio de uma bomba e passando
esta solução sob alta pressão por um vaso de pressão, onde está contida a membrana de
osmose reversa.
A tecnologia de Osmose Reversa já utilizada desde a década de 60, teve seu mecanismo
integrado para a produção de água ultrapura, a partir da década de 70. Uma primeira
geração de membranas demonstrou sua utilidade, reduzindo a necessidade de regeneração
de leitos mistos de troca iônica e de consumo de resina, além de significativas
reduções de despesas na operação e manutenção destes leitos.
A próxima geração de membranas, utilizadas nos dias de hoje, são produzidas em TFC
(Thin Film Composite) e foram introduzidas no mercado na década de 80, apresentando um
marco histórico no avanço da tecnologia de produção de água ultrapura.
A Osmose Reversa é o nível final de processos de filtração disponíveis. A membrana de
Osmose Reversa atua como uma barreira a todos os tipos de sais e microorganismos com peso
molecular acima de 100.
Elas são compostas basicamente de Poliamida e Polisulfona microporosa, enroladas em forma
de espiral e revestidas geralmente de resina ou fibra de vidro.
A água é pressurizada através desta membrana, conseguindo dois fluxos distintos de
água ao final dela. Um fluxo de água tratada que chamamos de permeado, e um fluxo de
água salobra que chamamos de rejeito.
Tipicamente a rejeição de íons de uma membrana de Osmose Reversa é de 98,5%, ou seja,
de cada 100 mg/litro de um determinado íon encontrado na água, teremos 2,5 mg na água
tratada, ou permeado.
Já a rejeição para bactérias e microorganismos é de 99,9%, ou podemos dizer que quase
absoluta. É possível então ter exata noção da eficácia deste tipo de tratamento para
as mais diversas aplicações, sejam elas industriais, hospitalares ou farmacêuticas.
As aplicações para a Osmose Reversa são numerosas e variadas, incluindo a
dessalinização de água salobra ou água do mar, tratamento de efluentes industriais,
aplicações médicas e/ou farmacêuticas, produção de água para processos industriais
e produção de água ultrapura para alimentação de caldeiras, indústria eletrônica,
hemodiálise e análise instrumental.
As membranas de Osmose Reversa são capazes de separar microsolutos dissolvidos com peso
moleculares inferior a 500, através do mecanismo de solução/difusão. Quando o peso
molecular das partículas do soluto exceder este valor, o mecanismo de separação será
determinado pelo tamanho das partículas presentes na solução e pelo diâmetro dos poros
existentes na membrana.
Todos os equipamentos oferecidos pela Purosystems para aplicação desta e de
outras tecnologias de purificação de água, poderão ser vistos na seção de produtos
E-mail: aquasystem@terra.com.mx
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